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Cultura em Pauta

Com entrada gratuita, recital poético será apresentado em Garibaldi neste domingo

“Há Resquícios de Mar em Mim” reúne a poeta Simoni Giehl e os músicos Elvio Pizzi e Gabriel Zuccolotto Ramos

Jornalista - Gustavo Tamagno Martins

redacao@serraempauta.com.br

Arquivo Pessoal
Foto Principal - Notícia

Neste domingo (31), às 18h, no Ecoa Centro Coletivo de Artes, em Garibaldi, estreia o recital poético “Há Resquícios de Mar em Mim”. O espetáculo reúne a poeta Simoni Giehl e os músicos Elvio Pizzi e Gabriel Zuccolotto Ramos para uma imersão poético-musical sobre ancestralidade, memória e travessias.

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Concebida de forma independente pelos três artistas, a apresentação é gratuita e aberta ao público.

Entre poemas de Simoni Giehl, que assina também o roteiro e direção, "Há resquícios de mar em mim" costura histórias que atravessam o tempo, revisitando afetos, heranças e os caminhos invisíveis que permanecem em nós. 

A música surge como embarcação e cais — sustento da travessia, abrigo das memórias e ponte entre voz, silêncio e permanência. O recital transforma o palco em território de encontro, onde a palavra se torna fio, travessia e legado.

O recital é dividido em blocos/temas, que costuram histórias, legados e encontros. A proposta é de que cada ponto bordado no recital carregue marcas do vivido, memórias costuradas entre voz, música e presença cênica. Afinal, lembrar também é uma forma de permanecer.

Cada poema, cada gesto, cada silêncio, cada melodia é parte de um bordado coletivo que une passado e presente e o que há de vir, trazendo à tona histórias que muitas vezes foram silenciadas. 

A ideia é de que, honrando o que nos foi dado através da lembrança e da escolha do que fazemos com tudo que herdamos, aceitemos o convite à escuta sensível, à transformação e à permanência daquilo que nos constitui.

O trabalho é centrado nos poemas escritos por Simoni Giehl, que divide a cena com os músicos Elvio Pizzi no violão e Gabriel Zuccolotto Ramos na gaita. 

A narrativa, dramaturgia e cenografia aludem a uma travessia da diversidade humana por águas profundas que carregam lembranças. O trabalho também fala do chão que guarda histórias e das vozes que nos antecedem e nos acompanham.

No repertório, estão músicas autorais de Gabriel Zuccolotto Ramos, temas do cancioneiro italiano - Mérica, Mérica”, “Tornerò” e “Santa Lucia”, dentre outras -, e a canção brasileira “Mundança”, de Flávio Leandro. Assim, a montagem quer que a música e a palavra sejam como mar profundo, vasto e preciso dentro de cada um de nós.

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