Produção será exibida no dia 30 de setembro, na Sala de Cinema Ulysses Geremia
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21.09.2026 - 12h51min
Caxias do Sul será uma das paradas do circuito gaúcho de “Em Busca do Self”, documentário dirigido pelo cineasta Lucas Costanzi que percorre diferentes cidades do Estado propondo uma pausa para discutir uma questão cada vez mais presente na vida contemporânea: como encontrar sentido em meio à velocidade da rotina? O filme terá uma sessão única na cidade no dia 30 de setembro, às 19h30, na Sala de Cinema Ulysses Geremia, no Centro de Cultura Ordovás.
A chegada a Caxias ocorre depois das exibições em Vacaria e Dois Irmãos, que também foram acompanhadas de conversas entre o diretor e o público. Na Serra Gaúcha, o documentário encontra no Ordovás um espaço voltado à circulação de produções audiovisuais e ao encontro entre artistas e espectadores.
Com 95 minutos de duração, Em Busca do Self aproxima cinema documental, psicologia e filosofia para investigar temas como identidade, liberdade interior, autoconhecimento e significado.
A obra parte de conceitos desenvolvidos pelo psiquiatra suíço Carl Gustav Jung e pelo psiquiatra austríaco Viktor Frankl, além de reunir entrevistas com psicólogos, psiquiatras, pesquisadores, pensadores e especialistas.
A proposta ganha contornos particularmente ligados ao cotidiano atual: em uma época marcada pelo excesso de informação, pela aceleração e pela necessidade constante de adaptação, o documentário propõe justamente o movimento contrário: parar, olhar para dentro e questionar os caminhos escolhidos.
Para o público caxiense, a sessão também representa a oportunidade de conhecer uma produção independente realizada no Rio Grande do Sul e participar de uma discussão que ultrapassa a tela. Em outras cidades por onde passou, o filme foi seguido por conversas com o diretor, ampliando a experiência cinematográfica para além da exibição.
Uma sessão para interromper a pressa
A ideia do documentário nasceu de uma inquietação de Costanzi diante do contraste entre os avanços tecnológicos e materiais da sociedade e a permanência de sentimentos de vazio e falta de direção.
“O filme nasce da percepção de que, apesar dos avanços, ainda vivemos uma profunda sensação de vazio existencial”, afirma o diretor.
A partir do conceito de Self, em Jung, e da busca de sentido proposta pela Logoterapia, de Frankl, o filme constrói uma jornada de investigação sobre a relação de cada indivíduo consigo mesmo e com sua própria existência.
A linguagem acompanha essa intenção. Em vez de simplesmente apresentar conceitos, Em Busca do Self aposta em uma narrativa contemplativa, criando espaço para que o espectador formule suas próprias perguntas.
“O cinema pode criar um espaço de pausa. Em uma época em que somos constantemente estimulados a consumir informação, talvez uma das experiências mais necessárias seja simplesmente parar e perguntar: afinal, o que realmente dá sentido à minha vida?”, afirma Costanzi.
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