“Amores vêm amores voam” terá sessão de autógrafos no Zarabatana Café, das 17h às 20h
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17.09.2026 - 08h44min
A poesia encontra nos pássaros uma metáfora para falar de memória, sentimentos, feridas e liberdade em “Amores vêm amores voam”, novo livro de Helô Bacichette. A quarta obra poética da autora será apresentada ao público neste sábado (19), durante uma sessão de autógrafos no Zarabatana Café, no Centro de Cultura Ordovás, em Caxias do Sul. O encontro ocorre das 17h às 20h.
Com uma escrita marcada pela delicadeza e pela capacidade de despertar a imaginação, Helô parte de uma relação com os pássaros que, segundo ela, remonta à infância. Ao longo dos poemas, as aves aparecem como personagens e imagens que conduzem o leitor por diferentes estados de sensibilidade.
A obra passeia por lembranças e sentimentos com leveza, em uma escrita que transforma o voo em possibilidade de reflexão. A relação entre pássaros e poesia aparece já nos primeiros versos do livro, em um poema sem título: “Canto de pássaros/ A manhã se abre/ para a vida.”
Em outro momento, no poema “Outro haicai”, a autora escreve sobre diferentes formas de seguir em direção ao horizonte: “Rumo ao horizonte, uns pássaros levam canto,/ outros silêncio.”
Já na página 36, Helô questiona “Por que os pássaros?” e encontra na própria pergunta uma possibilidade de resposta: “Pássaros escrevem no ar./ Eles nos lembram de que é possível/ ser leve, mesmo tendo asas/ que enfrentam o vento.”
A poesia de Helô também recebeu o olhar do poeta e crítico literário Armindo Trevisan, que define sua escrita como uma “poesia feita de suspiros, ou antes, de voos rápidos sobre o espaço indefinível da sensibilidade”.
“Amores vêm amores voam” marca o retorno da autora à poesia depois de um período dedicado à prosa. Em 2024, Helô publicou o romance “O segredo da escaramuça”, ambientado nos Campos de Cima da Serra durante a disputa entre chimangos e maragatos. A obra é marcada pelo uso de uma linguagem regionalizada.
Agora, em seu novo livro, as palavras voltam a ganhar asas. A própria autora reflete sobre esse desprendimento ao afirmar que “as palavras voam porque não pertencem inteiramente a quem as diz”.
Para Helô, elas surgem do corpo, do sopro, da garganta e da memória, mas começam a se desprender no momento em que são pronunciadas.
A obra conta com fotografias de Mani Boz Branchi, edição de Dinarte Albuquerque Filho, da Liddo Editora, e design de Ernani Carraro.
A sessão de autógrafos contará ainda com a participação especial de Mônica Panizzon, no violoncelo, e Nil Kremer, responsável pelas leituras. O livro será comercializado no local pelo valor de R$ 50.
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