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Cultura em Pauta

Jaque Pivotto lança seu segundo livro de poesias neste sábado, em Caxias

A poeta autografa “Orgia na Selva e certas borboletas” no Zarabatana Café

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Jornalista - Gustavo Tamagno Martins

redacao@serraempauta.com.br

Tatieli Sperry/Divulgação
Tatieli Sperry/Divulgação

A poeta e agente cultural Jaque Pivotto lança, neste sábado (24), seu segundo livro de poesias, “Orgia na Selva e certas borboletas”. A obra propõe um olhar poético sobre a vida contemporânea, explorando as relações entre cidade e natureza, memória e presente, intimidade e coletividade, em meio às contradições que atravessam o nosso tempo. O lançamento ocorre das 16h às 20h, no Zarabatana Café, no Ordovás, em Caxias do Sul.

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Com poemas que nascem do encontro entre as lembranças de sua trajetória e a observação inquieta dos centros urbanos, Jaque constrói uma escrita que transita por diferentes territórios, vozes e experiências. 

De um lado, emerge a cidade como uma espécie de selva contemporânea, marcada por excessos, encontros, conflitos e estratégias de sobrevivência. De outro, ressoam as memórias da vida na roça, os gestos cotidianos e as histórias das mulheres que atravessam gerações, compondo uma herança ancestral feminina.

Natural de São João da Urtiga, no norte gaúcho, Jaque nasceu e cresceu na zona rural e se estabeleceu em Caxias do Sul na década de 1990. Essa trajetória entre universos distintos atravessa sua produção literária e alimenta uma poesia que revisita costumes, valores e modos de vida, ao mesmo tempo que questiona as transformações sociais e culturais da contemporaneidade.

O título do livro sintetiza parte dessas tensões. A “orgia” sugere excesso, mistura, desejo e desordem; a “selva” evoca tanto a natureza quanto a cidade e as complexidades das relações humanas. Já as “certas borboletas” surgem como pequenas possibilidades de resistência, beleza e renovação em meio ao caos.

Entre diferentes vozes e perspectivas, a autora aborda questões sociais, políticas e ambientais sem deixar de lado a dimensão íntima e afetiva da existência. Sua escrita observa, questiona e contempla os atravessamentos humanos que transformam os territórios e também são transformados por eles.

A obra conta com apresentação da poeta caxiense Nil Kremer e é publicada pela Pupa Edições, selo editorial da própria autora.

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