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Viticultura

Novas gerações fortalecem sucessão familiar nas propriedades da Vinícola Garibaldi

Com apoio técnico, garantia de comercialização e incentivo à inovação, Cooperativa contribui para manter jovens no campo

Jornalista - Redação

redacao@serraempauta.com.br

Vinícola Garibaldi/Divulgação
Foto Principal - Notícia

A sucessão familiar no campo é um dos principais desafios da agricultura brasileira. Na Cooperativa Vinícola Garibaldi, no entanto, o ingresso de jovens na gestão das propriedades tem contribuído para assegurar a continuidade da produção de uvas e fortalecer o cooperativismo na Serra Gaúcha.

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Com 95 anos de atuação e cooperados distribuídos em 18 municípios do Rio Grande do Sul, a cooperativa atribui esse movimento à combinação entre segurança na comercialização da safra, assistência técnica e incentivo à inovação, fatores que tornam a permanência no campo uma alternativa viável para as novas gerações.

Segundo o presidente da Cooperativa Vinícola Garibaldi, Oscar Ló, a sucessão rural depende de condições que ofereçam estabilidade às famílias produtoras.

"Quando o jovem percebe que existe renda, assistência técnica, inovação e uma cooperativa sólida ao seu lado, ele passa a enxergar a propriedade como uma oportunidade de construir sua vida e dar continuidade ao legado da família", afirma.

Inovação fortalece permanência no campo

Além da tradição familiar, os novos viticultores convivem com desafios relacionados à modernização da atividade, como a adoção de tecnologias, a profissionalização da gestão, a redução de custos e a adaptação dos vinhedos às mudanças climáticas.

Em Coronel Pilar, Mateus Foppa, de 26 anos, representa a quarta geração da família dedicada à viticultura. Ao lado dos pais, do irmão e da avó, cultiva cerca de 6,5 hectares de videiras, com produção média anual de 150 mil quilos de uva, grande parte destinada à elaboração de espumantes.

Embora tenha cursado graduação na área de tecnologia, optou por permanecer na propriedade da família.

"Sempre gostei do trabalho em família, de dar continuidade ao que foi construído pelas gerações anteriores e de buscar melhorias para a atividade", relata.

Foppa destaca que a participação nas decisões da propriedade e o apoio técnico oferecido pela cooperativa foram determinantes para permanecer no campo.

Crescimento aliado à tecnologia

Em Garibaldi, Daniel Pasini, de 31 anos, também representa a continuidade de uma tradição familiar ligada à cooperativa há mais de cinco décadas.

A propriedade passou de uma produção de aproximadamente 10 mil quilos de uva no fim da década de 1990 para cerca de 600 mil quilos por ano, alcançando 698 toneladas na última safra. O crescimento foi acompanhado por investimentos em mecanização e tecnologia.

Além da atuação na propriedade, Pasini assumiu recentemente a vice-presidência da Cooperativa Vinícola Garibaldi.

"A gente incentiva bastante as novas tecnologias, técnicos preparados para atender o campo e ensinar como funciona essa tecnologia. A importância do cooperativismo no agro hoje é muito grande", afirma.

Retorno às origens

A história de Eduardo Somacal, de 41 anos, seguiu um caminho diferente antes do retorno à agricultura. Após trabalhar na indústria, atuar como engenheiro e administrar uma empresa e uma pousada em Santa Catarina, ele voltou para Farroupilha a pedido dos pais para assumir a propriedade da família.

Hoje, representa a quarta geração ligada à Cooperativa Vinícola Garibaldi e utiliza a experiência adquirida fora do campo para administrar o negócio com visão empresarial.

Segundo Somacal, a agricultura mudou significativamente nos últimos anos.

"Quando eu ajudava meus pais enxergava só um trabalho pesado. Hoje eu vejo como uma empresa. Você enxerga um futuro, vê as inovações que estão aí", destaca.

Atualmente, ele investe na modernização dos vinhedos, substituindo gradualmente o tradicional sistema de latada pelo cultivo em espaldeira.

Para o produtor, permanecer no campo representa não apenas uma atividade econômica, mas também a continuidade da história da família.

"Você vê desde a planta crescer até gerar um fruto de qualidade. Isso é muito gratificante. Estar perto da família e cuidar de um legado que atravessa gerações não tem preço", conclui.

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