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Arte

Projeto realiza intervenção artística em casa abandonada de Caxias do Sul

Ação será feita pela artista plástica Mara De Carli e a arquiteta Florencia Menegolla

Jornalista - Redação

redacao@serraempauta.com.br

Jéssica de Carli/Divulgação
Foto Principal - Notícia

Na próxima quarta-feira (25), às 18h, o projeto Territórios do Abandono realiza uma ação artística junto a uma casa abandonada na Rua Hércules Galló, 578, na região denominada Baixo Centro, em Caxias do Sul.

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A atividade com características de site-specifc une a artista plástica Mara De Carli e a arquiteta e artista visual Florencia Menegolla que vêm trabalhando juntas desde janeiro de 2025 em caráter de residência artística. 

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Nesta nova etapa do processo colaborativo de criação, desenhos, projeções audiovisuais, música, e escritas em tempo real, feitas pelo jornalista cultural Carlinhos Santos, fazem parte da intervenção.

Mara De Carli e Florencia Menegolla começaram a parceria no ano passado, em uma casa abandonada. A edificação foi praticamente destruída por um incêndio, gerando na dupla a perspectiva de fazer do que restou do espaço matéria para a criação artística, pensando em territórios abandonados da paisagem urbana de Caxias do Sul. 

O processo criativo resultou em esboços de desenhos, objetos artísticos e registros de processos. As trocas artísticas foram feitas com diferentes recursos, uma vez que Mara vive em Caxias e Florencia mora em Buenos Aires.

O diálogo entre arte e arquitetura atravessa esse encontro artístico, agora acrescido de projeções audiovisuais, música e escrita. Nesta nova etapa, que também se formata na condição de residência artística, Mara e Florência passarão a quarta-feira trabalhando no local. 

A intervenção artística que vai correr entre às 18h e 21h poderá ser acompanhada por quem passar por lá não como uma exposição artística convencional, mas tornando-se uma espécie de ruído na paisagem, provocando olhares e reflexões diante do, a partir de agora, denominado Território 578.

A interferência no lugar que futuramente deverá ser a sede do Instituto SAMbA serve também como uma espécie de ativação de um percurso na Hércules Galló – onde o SAMbA já teve sua primeira sede -, com futuras novas ações artísticas na rua, feitas em parcerias com vizinhos do local como o Colégio Murialdo.

No contexto das referências que movem a intervenção artística foram estudadas questões relacionadas ao abandono dos territórios e edificações da cidade, bem como temas relacionados ao etarismo, uma vez que se desenha o encontro de diferentes gerações de criadores: Mara De Carli possui uma trajetória artística de décadas em Caxias e Florencia representa os novos criadores da cena, que são recorrentes na produção artística contemporânea. 

Assim, esta etapa da residência artística da dupla se apresenta não como resultado, mas ainda como processo de pesquisa artística movida por diferentes procedimentos de criação e instâncias de compartilhamento desses percursos.

O entendimento sobre a transcendência do tempo, onde a luz e os materiais da moradia de décadas, destruída pelos fatos e os acontecimentos mais recentes, se transformará numa poética feita com as escritas do jornalista cultural e os gestos das artistas, ressoando como um profundo senso de lugar, emoção e pertencimento.

“As relações entre a arte contemporânea e as grandes cidades são múltiplas e diversas. Desde a representação pictórica ou gráfica, até as intervenções in loco, passando por diversas outras mídias, o que inquieta aos artistas parece ser essa dupla sensação de fazermos parte da cidade e, ao mesmo tempo, sermos alheios a ela, um organismo vivo, que se desenvolve um tanto à revelia da vontade de sua população. Quando essas conexões entre arte e cidade se constroem pelo embate direto de artistas com características urbanas não planejadas, suas zonas de exclusão, periferias, ruínas, o que acontece? O que vemos é a potência de um campo sobre o outro em formular novos questionamentos sobre suas naturezas e limites. Como transformar o que era abandono em encontro? Quais gestos poéticos têm a potência de fazer acordar em nós o desejo e o movimento por uma causa coletiva? São perguntas como essas que nos guiam nesse percurso em construção”, expressa a curadora Gabriela K. Motta.

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