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Cooperativa Garibaldi prevê boa safra de uva apesar do frio na primavera

Equipe técnica da vinícola monitora os efeitos do clima e mantém previsão de produtividade e qualidade dentro da normalidade

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Fonte Normal
Jornalista - Redação

redacao@serraempauta.com.br

César Silvestro/Divulgação
Homem com chapéu de palha e camiseta preta da Cooperativa Vinícola Garibaldi gesticula em meio a uma plantação de videiras, com fileiras de parreirais ao fundo.

Apesar do atraso no desenvolvimento das videiras provocado pelas baixas temperaturas e pela falta de sol nas últimas semanas, a Cooperativa Vinícola Garibaldi mantém uma perspectiva positiva para a próxima safra de uva. A expectativa é de uma vindima com bons resultados em quantidade e qualidade, mesmo com a floração ainda em andamento.

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Segundo o gerente de assistência técnica da cooperativa, Evandro Bosa, as condições atuais indicam uma safra dentro da normalidade.

“As condições que se apresentam hoje são de uma safra dentro de um padrão normal”, afirma.

Durante o inverno, as horas de frio atenderam às necessidades das plantas e favoreceram uma brotação vigorosa, dentro do período esperado. Bosa classifica o processo como praticamente perfeito. No entanto, o frio persistente da primavera, acompanhado de dias com pouca luminosidade, reduziu o ritmo de desenvolvimento das videiras.

Com menos sol, a fotossíntese ocorre em menor intensidade, o que interfere no crescimento das plantas. A situação também provocou algumas irregularidades na floração, mas, até o momento, sem indicativos de redução significativa no volume da safra.

O excesso de umidade durante esse período, porém, exige atenção. A condição pode provocar a queda de flores e afetar principalmente algumas variedades, como Bordô e Moscato Embrapa, entre as uvas comuns, e Moscato Giallo, entre as viníferas.

Outro fator acompanhado pela equipe técnica é a possibilidade de ocorrência de um super El Niño. Conforme Bosa, o período mais preocupante seria o da maturação das uvas, quando o excesso de chuva pode favorecer doenças fúngicas e comprometer a qualidade da produção.

Entre os riscos estão o desenvolvimento de podridões causadas por fungos como botrytis e glomerela, além da possível redução do teor de açúcar das frutas em caso de maior volume de precipitação.

Na safra de 2026, a Cooperativa Vinícola Garibaldi recebeu mais de 30 milhões de quilos de uva, volume que representou crescimento superior a 10% em comparação com o ano anterior.

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