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Desempenho

Economia de Caxias do Sul cresce 5,2% em junho, mas indústria recua no ano

Serviços lideram alta no semestre, enquanto indústria acumula queda de 5,4% em 2026

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Jornalista - Redação

redacao@serraempauta.com.br

Denise Suzin Borges/CIC Caxias/Divulgação
Representantes da CIC e da CDL apresentam indicadores da economia de Caxias do Sul durante coletiva de imprensa, com destaque para os resultados do primeiro semestre de 2026.

A economia de Caxias do Sul apresentou crescimento de 5,2% em junho na comparação com maio, impulsionada principalmente pela recuperação da indústria e pelo avanço do setor de serviços. Apesar do desempenho positivo no mês, a atividade econômica encerrou o primeiro semestre de 2026 com alta modesta de 0,5%, refletindo o desempenho ainda negativo da indústria, que acumula retração de 5,4% no ano.

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Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11) pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul, em conjunto com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

Indústria reage em junho, mas ainda acumula perdas

Na comparação com maio, a indústria registrou crescimento de 7,9%, enquanto o setor de serviços avançou 3,9%. O comércio foi o único segmento a fechar o mês em queda, com retração de 1,1%.

Em relação a junho de 2025, a economia caxiense cresceu 2,6%, puxada pelos serviços, que avançaram 6,9%. O comércio teve alta de 2,2%, enquanto a indústria registrou crescimento mais discreto, de 0,4%.

No acumulado de janeiro a junho, entretanto, os resultados mostram comportamentos distintos entre os setores. Os serviços cresceram 9,3% e o comércio avançou 3,6%, mas a retração de 5,4% da indústria limitou o crescimento geral da economia para apenas 0,5%.

O cenário também permanece desafiador na análise dos últimos 12 meses. Nesse período, a economia caxiense registra queda de 1,2%, resultado influenciado principalmente pelo recuo de 8% da atividade industrial. Em contrapartida, os serviços acumulam alta de 9,2% e o comércio cresce 2,3%.

Segundo o diretor de Economia da CIC Caxias, Tarciano Mélo Cardoso, fatores como juros elevados, custos logísticos da Serra Gaúcha, aumento do preço dos combustíveis e oscilações cambiais continuam dificultando uma recuperação mais consistente da indústria.

Caxias cria 565 empregos formais em junho

O mercado de trabalho manteve saldo positivo em junho. O Município criou 565 vagas com carteira assinada, resultado de 8.298 admissões e 7.733 desligamentos, alcançando um estoque de 172.447 empregos formais, o maior desde 2015.

O setor de serviços liderou a geração de empregos, com 736 novas vagas, seguido pela indústria, com saldo positivo de 11 postos. O comércio fechou 67 vagas, a agropecuária perdeu 115 e a construção civil encerrou o mês com saldo estável.

Exportações crescem e superávit chega a US$ 33 milhões

O comércio exterior também apresentou desempenho positivo em junho. As exportações de Caxias do Sul somaram US$ 76 milhões, enquanto as importações totalizaram US$ 43 milhões, gerando superávit de US$ 33 milhões na balança comercial.

Na comparação com maio, as exportações cresceram 19,1%, enquanto as importações avançaram 12,4%. No acumulado dos últimos 12 meses, as vendas externas aumentaram 7,3%, ao passo que as importações recuaram 8,8%.

Comércio fecha junho em queda

O Termômetro de Vendas da CDL Caxias aponta que o comércio local registrou queda de 1,1% nas vendas em junho na comparação com maio. Mesmo assim, o setor acumula crescimento de 3,61% no primeiro semestre e alta de 2,26% nos últimos 12 meses.

Segundo o assessor de Economia e Estatística da CDL Caxias, Mosár Leandro Ness, o resultado era esperado devido ao comportamento sazonal do período e foi influenciado principalmente pelo desempenho do chamado ramo duro, que reúne bens de maior valor agregado.

No mês, os destaques positivos ficaram com os segmentos de informática e telefonia, material de construção, implementos agrícolas, eletrodomésticos e materiais elétricos. Já os piores desempenhos foram registrados por automóveis, caminhões e autopeças novos, ótica e joalheria, além dos segmentos de vestuário, calçados, papelaria e brinquedos.

Crédito segue retraído e inadimplência cresce

Os indicadores de crédito continuam apontando desaceleração do consumo. Em junho, as consultas ao SPC Brasil caíram 3,29% em relação a maio e 18,47% na comparação com o mesmo mês de 2025.

Ao mesmo tempo, a inadimplência permanece elevada. O número de consumidores inadimplentes cresceu 0,48% em relação ao mês anterior e 8,70% na comparação anual, enquanto o estoque financeiro das dívidas avançou 9,21% nos últimos 12 meses.

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Economia desempenho Caxias do Sul cresce 5,2% junho indústria recua ano