Criminosos se passam por funcionários de bancos para obter dados e induzir vítimas a realizar transferências e outras operações
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26.08.2026 - 14h00min
A praticidade dos serviços digitais também abriu espaço para golpes cada vez mais sofisticados. Entre as fraudes que têm chamado a atenção das instituições financeiras está o golpe da falsa central de atendimento, no qual criminosos se passam por funcionários para convencer vítimas a fornecer informações ou realizar operações.
Segundo o estudo O Estado dos Golpes no Brasil 2026, divulgado pela Global Anti-Scam Alliance (Gasa), o Brasil registrou 34,5 bilhões de tentativas de golpes digitais nos últimos 12 meses. O levantamento aponta ainda que 81% dos adultos tiveram contato com algum tipo de fraude neste ano, com perdas estimadas em R$ 21,2 bilhões.
Golpistas usam senso de urgência para enganar vítimas
No golpe da falsa central de atendimento, o contato pode ocorrer por telefone ou WhatsApp. O criminoso se apresenta como funcionário de uma instituição financeira e informa sobre uma suposta compra, transferência ou movimentação suspeita na conta.
A partir daí, utiliza a preocupação da vítima para tentar induzi-la a realizar procedimentos no aplicativo, fornecer senhas, códigos de segurança ou outros dados sigilosos.
De acordo com o diretor de Operações da Sicredi Pioneira, Fábio Schmoekel, a criação de um senso de urgência é uma das principais estratégias utilizadas pelos criminosos.
"Os criminosos criam uma situação de preocupação, dizendo que há uma movimentação suspeita ou uma tentativa de fraude na conta."
Segundo Schmoekel, instituições financeiras não solicitam senhas, códigos de segurança ou transferências como forma de proteger uma conta.
O diretor também alerta para a instalação de aplicativos indicados durante as abordagens. Segundo ele, programas desse tipo podem permitir acesso remoto ao celular e facilitar a ação dos criminosos.
Outra prática recorrente é a criação de perfis falsos em redes sociais, inclusive utilizando fotos de supostos funcionários de instituições financeiras.
O que fazer diante de uma suspeita de golpe
Ao perceber uma situação suspeita, a recomendação é interromper o contato e procurar diretamente os canais oficiais da instituição financeira.
Entre as principais medidas de segurança estão:
:: Interromper o contato: desligue a ligação ou bloqueie o número no WhatsApp;
:: Não clique em links suspeitos nem instale aplicativos enviados por terceiros;
:: Confirme a informação: procure a instituição pelos canais oficiais ou diretamente na agência;
:: Não tome decisões sob pressão: converse com alguém de confiança antes de realizar qualquer operação;
:: Combine uma forma de confirmação com familiares: pedidos de dinheiro por mensagem devem ser confirmados por ligação.
Sicredi orienta clientes sobre canal oficial
O canal verificado da Sicredi Pioneira para atendimento pelo WhatsApp é o número (51) 3358-4770. O contato pode ser utilizado para confirmar informações e comunicar situações suspeitas.
Schmoekel reforça que a vítima não deve ter vergonha de procurar ajuda caso perceba que pode ter caído em uma tentativa de golpe.
"Não é motivo de vergonha. Pelo contrário: reconhecer o risco cedo é um ato de proteção", afirma.
A orientação é buscar ajuda o mais rapidamente possível para esclarecer dúvidas e, quando necessário, adotar medidas para bloquear movimentações suspeitas.
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