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Sem acordo

Metalúrgicos de Caxias do Sul rejeitam proposta do Simecs em assembleia

Categoria mantém reivindicação de reajuste de 6,42%, piso de R$ 3,5 mil e redução da jornada para 40 horas semanais

Jornalista - Redação

redacao@serraempauta.com.br

Fernando Santos/Divulgação
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Os metalúrgicos de Caxias do Sul e região rejeitaram, neste sábado (27), a proposta apresentada pelo Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simecs) para a convenção coletiva de trabalho de 2026. A decisão foi tomada durante assembleia geral extraordinária realizada na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, com a participação de mais de 300 trabalhadores.

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Segundo a entidade, a proposta patronal prevê piso salarial de R$ 2.250 e reajuste de 5%, composto pela reposição da inflação medida pelo INPC, de 4,42%, e ganho real de 0,58%.

Os trabalhadores, por sua vez, mantiveram a pauta de reivindicações apresentada no início da campanha salarial. A categoria pede reajuste de 6,42%, sendo 4,42% de reposição da inflação e 2% de aumento real, além de piso salarial de R$ 3,5 mil.

Durante a assembleia, o Sindicato informou que também não houve avanço em outras reivindicações consideradas prioritárias, como a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e a proibição da instalação de câmeras nas linhas de produção das fábricas.

O encontro contou com a participação do presidente do Sindicato, Paulo Andrade, do presidente licenciado, Assis Melo, da secretária-geral, Eremi Melo, além do economista Davi Fiaklow e do procurador jurídico Cláudio Libardi Júnior, que apresentaram análises sobre o cenário econômico e aspectos relacionados aos direitos trabalhistas.

Ao final da assembleia, o Sindicato anunciou que dará continuidade às mobilizações da campanha salarial, com ações nas portas das empresas para informar os trabalhadores sobre o andamento das negociações.

"O trabalhador precisa se valorizar, porque ninguém vai fazer isso. Vocês precisam se valorizar, porque não existe riqueza sem trabalho. A voz dos metalúrgicos tem que ecoar em cada canto dessa cidade e quando as máquinas estiverem desligadas. A pressa tem que ser de quem tem condições de pagar, e não paga porque não quer. Isso não vai quebrar nenhuma empresa", afirmou Assis.

Segundo Andrade, o objetivo é ampliar a mobilização da categoria durante o processo de negociação com o setor patronal.

"A categoria merece reconhecimento e valorização. Vamos continuar mobilizando os trabalhadores para fortalecer a campanha salarial", afirmou.

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Economia sem acordo metalúrgicos Caxias do Sul rejeitam proposta Simecs assembleia
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