Entidades empresariais alertam para impactos econômicos e operacionais
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25.04.2026 - 11h01min
A Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul realizou na quinta-feira (23), no auditório da entidade, painel que debateu os impactos econômicos e operacionais da proposta de redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6x1.
O debate reuniu lideranças empresariais e representantes de entidades estaduais que discutiram os efeitos da medida sobre custos, produtividade, emprego e competitividade das empresas.
O vice-presidente de Serviços da CIC Caxias, André Renato Zuco, abriu o painel questionando o momento dessa importante pauta para o país.
"Ninguém aqui é contra o a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1, só não somos a favor de discutir esse tema que é tão sério para o Brasil em um ano de eleições, como uma pauta eleitoreira, sem as articulações necessárias", disse Zuco.
Após a abertura do painel, o presidente da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande Do Sul (Federasul), Rodrigo Costa colocou aos presentes os possíveis cenários que o país terá se o projeto for aprovado.
"Com a redução da jornada o trabalhador não vai ter renda e nem qualidade de vida. O governo precisa reavaliar a pauta e retirar encargos trabalhistas para aí sim iniciarmos a discussão", disse o presidente da Federasul.
O presidente da Federação Varejista do Rio Grande do Sul, Ivonei Pioner, ressaltou que não se tem dados comprobatórios a favor da redução da jornada e que o endividamento das famílias pode crescer com a redução da jornada de trabalho.
"A inflação vai acontecer e não vai ter como não repassar os custos para a população", comentou Pioner.
Na mesma linha de pensamento, o vice-presidente de Indústria da CIC Caxias, Oliver Viezzer, trouxe dados de países que implementaram redução da jornada de trabalho.
"A baixa produtividade com a flexibilização de horários já fechou mais de 2 milhões de empregos nos países em que foi implementada a redução e não queremos que isso aconteça no Brasil. Nosso encargo trabalhista é muito alto e os países que estão implementando ou discutindo jornadas possuem encargos muito menores", enfatizou Viezzer.
Nos próximos dias a CIC fará encontros com seus pares para futuros movimentos a serem feitos com os deputados federais antes da votação do projeto.
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