Presidente da instituição, Tiago Luiz Schmidt, afirma que modelo incentiva colaboração, inclusão e desenvolvimento econômico
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29.06.2026 - 16h57min
O cooperativismo pode ser um importante instrumento para fortalecer a paz, a solidariedade e o desenvolvimento das comunidades. A avaliação é do presidente da Sicredi Pioneira, Tiago Luiz Schmidt, ao comentar as ações relacionadas ao Dia Internacional do Cooperativismo, celebrado sempre no primeiro sábado de julho.
Segundo Schmidt, o tema deste ano, "Cooperativas por um mundo pacífico", reforça o papel das cooperativas na promoção da educação, da cooperação e da responsabilidade coletiva.
"O mundo está precisando de paz, de tolerância e de respeito. Só é possível construir um mundo melhor com pessoas melhores, que entendam seu papel na sociedade e respeitem o próximo", afirmou o presidente em entrevista ao programa Acredita, neste domingo, conduzida pelos jornalistas Alberto Meneguzzi e Margô Segat.
Schmidt lembrou que o cooperativismo moderno surgiu na Inglaterra, em 1844, e destacou que atualmente existem mais de três milhões de cooperativas em todo o mundo, reunindo cerca de 1,2 bilhão de associados.
Para o presidente, momentos de crise demonstram a força do modelo cooperativista. Ele citou exemplos como a pandemia de covid-19, guerras, desastres naturais e, mais recentemente, as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024.
"Historicamente, as cooperativas crescem nos momentos de maior dificuldade. Foi assim durante a pandemia, em guerras e também nas enchentes no Rio Grande do Sul. Nessas situações, as pessoas se unem e colaboram mais umas com as outras", destacou.
Na avaliação dele, o desafio é manter esse espírito de colaboração mesmo após o fim das crises.
Diferença entre cooperativa e banco
Durante a entrevista, Schmidt também explicou as diferenças entre cooperativas financeiras e bancos tradicionais. Segundo ele, nas cooperativas o associado é proprietário da instituição e participa das decisões.
"Na cooperativa, a pessoa não é cliente, ela é associada e dona da instituição. Independentemente do capital investido, cada associado tem direito a um voto", explicou.
Ele ressaltou que as cooperativas oferecem praticamente os mesmos produtos e serviços financeiros disponíveis nos bancos, como cartões, crédito, investimentos, Pix e consórcios.
Schmidt também afirmou que, segundo dados do Banco Central, os custos praticados pelas cooperativas financeiras são, em média, 26% menores que os dos bancos tradicionais.
Outro diferencial apontado é a distribuição das sobras financeiras entre os associados e o reinvestimento dos resultados em projetos sociais, educacionais e de desenvolvimento das comunidades onde as cooperativas atuam.
Educação financeira e apostas
Ao abordar o crescente endividamento das famílias brasileiras, Schmidt defendeu maior investimento em educação financeira desde a infância.
Segundo ele, o avanço das apostas esportivas on-line, os golpes digitais e a baixa educação financeira têm contribuído para o aumento do endividamento e dos problemas relacionados à saúde mental.
"O Brasil precisa investir mais na formação das pessoas. Educação financeira, inteligência emocional e consciência digital são fundamentais para reduzir o endividamento e evitar golpes", afirmou.
O presidente também destacou que a Sicredi Pioneira mantém programas voltados à educação financeira, sucessão familiar, cooperativismo e formação de lideranças, buscando preparar novas gerações para a gestão das propriedades, empresas e da própria cooperativa.
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