Técnicos da rede socioassistencial disseminam conhecimentos para fortalecer identificação e acolhimento de vítimas na Serra
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22.05.2026 - 11h20min
Com o objetivo de enfrentar o cenário crítico de exploração laboral que tem desafiado as autoridades na Serra Gaúcha, ocorreu recentemente em Caxias do Sul, o primeiro treinamento prático com os técnicos que atuarão como multiplicadores no combate ao trabalho análogo à escravidão.
As ações ocorreram na sede administrativa da Secretaria de Assistência Social e Cidadania e no Centro Pop Rua.
O objetivo é criar um efeito pirâmide, onde os profissionais capacitados pelo Governo do Estado e pela OSC Repórter Brasil transmitem o conhecimento técnico para as demais equipes que atuam na ponta do serviço (CRAS, CREAS e Centro Pop), ampliando a vigilância em todo o território do município.
A iniciativa integra o projeto nacional "Escravo, Nem Pensar!”. Para Caxias do Sul, a participação é estratégica: o município é o polo receptor de muitas demandas da região e precisa de uma rede de proteção robusta para identificar o que, muitas vezes, passa invisível aos olhos da sociedade.
O programa estrutura o combate ao crime sob um tripé fundamental, essencial para a realidade socioeconômica de Caxias:
:: Prevenção: educação direta nas comunidades mais vulneráveis.
:: Repressão: fortalecimento dos canais de denúncia e apoio à fiscalização.
:: Assistência: garantia de que a vítima resgatada tenha acolhimento digno e não retorne ao ciclo de exploração por falta de amparo.
O trabalho de conscientização já vinha ganhando corpo através de canais digitais, como o podcast "Vozes do SUAS", que dedicou episódios ao tema.
Agora, com a fase presencial de multiplicação, o foco volta-se para a criação de protocolo de atendimento oficial. Este documento estabelecerá fluxos intermunicipais alinhados às diretrizes nacionais, garantindo que o trabalhador resgatado seja integrado à rede de proteção social de forma ágil.
A formação, que totaliza 30 horas divididas em módulos ao longo de 2026, também aborda temas contemporâneos como a relação entre o trabalho escravo e as mudanças climáticas, além de traçar um diagnóstico das atividades econômicas com maior incidência de crimes na região.
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