Produção “A Casa e a Rua” será exibida na segunda-feira (1º), no Ordovás
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27.11.2025 - 13h30min
Direitos humanos, arte de rua, visibilidade e invisibilidade de quem vive no espaço urbano, são referências que se cruzam no filme “A Casa e a Rua” que tem pré-estreia na segunda-feira (1º), às 18h, na Sala de Cinema Ulysses Geremia do Centro de Cultura Henrique Ordovás Filho. A entrada é franca.
Misturando linguagens do documentário com o drama, o curta-metragem de 20 minutos tem personagens ficcionais e reais.
“A Rua e a Casa” tem como figura central o personagem Nego Loko, pessoa que viveu na rua por dez anos e, a partir desta experiência, decidiu se tornar um militante dos direitos humanos criando um canal no YouTube, o Ouse Crer.
É a partir dessa articulação que ele percorre as ruas da cidade, eventos e encontros sejam de instituições oficiais ou iniciativas comunitárias de assistência social. Com os recursos tecnológicos possíveis, ele registra os contextos das pessoas que vivem nas ruas, suas histórias e vivências.
Nesse trânsito, a narrativa vai mostrando personagens como Scarlet, uma mulher trans que só quer ser respeitada; João Vitor, que deixou de ser motorista de caminhão para viver nas ruas; Rafa, um palhaço de rua ao mesmo tempo satírico e sarcástico; e o cyberpunk de chinelos Enaldo, ele mesmo, o documentarista das ruas e articulador do canal Ouse Crer.
O filme é uma produção de Enaldo Jorge Alves de Freitas e Felipe Gue Martini, com direção de Felipe Gue Martini. O trabalho resulta da articulação entre uma instituição de ensino (Centro Universitário da Serra Gaúcha – FSG), o poder público e os movimentos sociais.
Foram cerca de quatro anos de oficinas, diálogos, ações em torno do tema da situação de rua até a organização de um projeto e a contemplação pela Lei Paulo Gustavo.
O documentário é o registro singular dessa experiência e traz uma visão muito próxima dos personagens retratados. É um filme feito pelo coletivo, sobre suas lutas e dores, montado de forma crítica e poética.
Assim, ao acompanhar Nego Loko, com uma narrativa fragmentada e com uma diversidade de efeitos visuais, o curta revela histórias de diferentes personagens que sobrevivem nas ruas frias de Caxias do Sul para mostrar, de forma inventiva, como a amizade, o afeto e a escuta podem salvar vidas e mobilizar pessoas a lutarem por cidadania.
“A Casa e a Rua” foi rodado em março deste ano e deve ser lançado oficialmente no primeiro trimestre de 2026 buscando visibilidade em exibições públicas para pessoas em situação de rua, além de festivais nacionais e internacionais e mostras de cinema.
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