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Desempenho

Economia de Caxias do Sul cresce 3,5% em julho

Serviços lideram avanço, enquanto indústria acumula queda de 7,6% em 12 meses

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Jornalista - Redação

redacao@serraempauta.com.br

Rosângela Longhi/Divulgação
Reunião da CIC Caxias reúne representantes em torno de uma mesa com documentos e materiais de apresentação. Ao fundo, uma tela exibe dados sobre o desempenho do comércio durante o encontro.

A economia de Caxias do Sul cresceu 3,5% em julho, na comparação com junho, segundo o relatório de Desempenho Econômico divulgado nesta quarta-feira (9) pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul e pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). Foi o segundo mês consecutivo de resultado positivo, com avanço nos três principais setores.

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O melhor desempenho foi registrado pelos serviços, com alta de 5,9%, seguidos pela indústria, que cresceu 2,9%, e pelo comércio, com avanço de 1,3%.

Na comparação com julho de 2025, a economia caxiense teve alta de 3,3%. Os serviços novamente lideraram, com crescimento de 10,8%, enquanto o comércio avançou 4,9%. A indústria apresentou retração de 1,5%.

Apesar do resultado positivo no mês, o acumulado de 12 meses ainda é negativo, com queda de 0,5% na economia local. O principal impacto vem da indústria, que recuou 7,6% no período. Os serviços acumulam alta de 9,3% e o comércio, de 4,9%.

Indústria ainda preocupa

A atividade industrial cresceu 2,9% em julho frente a junho, impulsionada principalmente pelo aumento de 10,4% nas compras industriais. Na comparação anual, porém, o setor recuou 1,5%, com queda de 10,7% nas compras e de 4,5% nas vendas.

Nos primeiros sete meses de 2026, a indústria acumula retração de 5%, enquanto as compras industriais caíram 20,1%.

O relatório aponta uma relativa estabilização do setor após um período de deterioração iniciado em meados de 2025. Ainda assim, juros elevados, incertezas econômicas e demanda enfraquecida seguem limitando investimentos e produção.

Serviços mantêm ritmo de crescimento

Os serviços continuam como o segmento de melhor desempenho da economia caxiense. Além da alta mensal de 5,9%, o setor cresceu 10,8% frente a julho de 2025 e acumula expansão de 9,5% no ano e 9,3% em 12 meses.

O comércio cresceu 1,3% em julho na comparação mensal. O setor também registra alta de 4,9% frente ao mesmo mês do ano passado e de 5% no acumulado de 2026.

Emprego formal atinge maior estoque desde 2015

O mercado de trabalho também apresentou resultado positivo. Caxias do Sul chegou a 172,7 mil empregos formais em julho, maior estoque registrado desde 2015.

No mês, foram 8.728 admissões e 8.441 desligamentos, resultando na criação de 287 postos de trabalho. A indústria respondeu pela maior parte do saldo, com 216 vagas, seguida pelos serviços, com 119.

No comércio, porém, houve leve retração. O setor encerrou julho com 29.201 vínculos formais, 14 a menos do que em junho e 87 a mais do que no mesmo mês de 2025.

Exportações somam US$ 57 milhões

No comércio exterior, Caxias do Sul exportou US$ 57 milhões em julho e importou US$ 43 milhões, gerando superávit de US$ 15 milhões.

As exportações recuaram 24,7% frente a junho, enquanto as importações caíram 0,8%. No acumulado de 12 meses, os embarques cresceram 4,7% e as importações diminuíram 9,7%. O saldo comercial aumentou 35,9% no período.

A Argentina permanece como principal destino das exportações caxienses, enquanto a China lidera entre os países de origem das importações. Materiais de transporte representam 47% das exportações, e máquinas e aparelhos correspondem a 48% das compras externas.

Na avaliação do diretor de Economia da CIC Caxias, Tarciano Mélo Cardoso, os números indicam uma reação ainda tímida da economia, em meio às incertezas nacionais e internacionais. Ele chama atenção para a queda das compras industriais, que pode antecipar efeitos sobre produção, vendas e emprego.

O vice-presidente de Comércio da CIC Caxias, Marcos Rossi Victorazzi, também aponta a falta de confiança como um fator que pesa sobre a atividade econômica. Para ele, a retomada depende de um ambiente que favoreça a redução dos juros e da inadimplência e estimule o consumo.

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