Serviços lideram avanço anual enquanto indústria ainda acumula resultado negativo em 2026
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08.10.2026 - 11h52min
A economia de Caxias do Sul registrou queda de 1,8% em agosto na comparação com julho, mas apresentou crescimento de 6,2% frente ao mesmo mês de 2025. No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, o indicador registra alta de 1,2%.
Os dados fazem parte do levantamento mensal do Desempenho Econômico de Caxias do Sul, divulgado nesta quarta-feira (7) pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC Caxias) e pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Caxias).
Na comparação mensal, os três principais setores tiveram retração. Serviços recuaram 3,4%, comércio caiu 2,2% e indústria apresentou queda de 0,8%.
Já em relação a agosto de 2025, o desempenho foi positivo nos três segmentos. A indústria cresceu 7,1%, os serviços avançaram 6,7% e o comércio teve alta de 2,4%.
No acumulado de janeiro a agosto, os serviços lideram o desempenho, com crescimento de 9,2%, seguidos pelo comércio, que avançou 2,7%. A indústria, por outro lado, acumula retração de 3,8%.
Nos últimos 12 meses, a economia caxiense apresenta estabilidade, com variação de 0,0%. Nesse período, os serviços cresceram 9,2% e o comércio, 2,4%, enquanto a indústria recuou 5,9%.
Na avaliação da Diretoria de Economia da CIC Caxias, o resultado do primeiro turno das eleições trouxe uma melhora nas expectativas, refletida na reação positiva do mercado financeiro, embora ainda seja cedo para projetar seus efeitos sobre a atividade econômica.
Tarciano Mélo Cardoso destacou que a economia local conseguiu zerar as perdas acumuladas em 12 meses, enquanto Giovani Baggio apontou que uma perspectiva de redução dos juros e melhores condições de crédito tende a favorecer especialmente a indústria de Caxias do Sul, fortemente ligada à produção de bens de capital.
Já o vice-presidente de Comércio da CIC Caxias, Marcos Rossi Victorazzi, observou que o período pré-eleitoral tende a aumentar a cautela dos agentes econômicos diante das incertezas sobre o cenário futuro e avaliou que, com a definição do quadro político, uma melhora das expectativas poderá contribuir para destravar a economia, com possíveis reflexos no final deste ano e em 2027.
Indústria ainda acumula retração
A indústria apresentou queda de 0,8% em agosto na comparação com julho. Entre os indicadores que contribuíram para o resultado estão a redução de 2,8% nas horas trabalhadas, de 2,5% na massa salarial e de 2% nas compras industriais.
Na comparação anual, porém, o setor cresceu 7,1%, impulsionado principalmente pelo aumento de 14% nas compras industriais.
Mesmo com o resultado positivo em agosto, a indústria acumula queda de 3,8% em 2026. As compras industriais recuaram 17,1% no período, enquanto as vendas industriais cresceram 3,8%.
Em 12 meses, a retração industrial é de 5,9%. A análise aponta, entretanto, uma redução na intensidade da queda após a trajetória de piora registrada entre meados de 2025 e o início de 2026.
Os serviços recuaram 3,4% em agosto frente a julho, mas cresceram 6,7% na comparação anual. O setor acumula alta de 9,2% tanto no ano quanto nos últimos 12 meses.
Emprego formal atinge maior estoque desde 2015
Caxias do Sul encerrou agosto com 172.937 empregos formais, maior estoque registrado no município desde 2015.
Foram 8.161 admissões e 7.924 desligamentos ao longo do mês, resultando na abertura de 237 postos de trabalho.
Serviços lideraram a geração de vagas, com saldo positivo de 155 empregos. A indústria abriu 94 postos, a construção 22 e a agropecuária 21. O comércio foi o único setor com resultado negativo, com fechamento de 55 vagas.
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