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Consolidado

Flores Blues Jazz Festival embala público de 2,1 mil pessoas

Evento apresentou três show internacionais e 17 bandas, além de dança e feira criativa

Jornalista - Redação

redacao@serraempauta.com.br

Zé Carlos de Andrade/Flores Blues Jazz Festival/Divulgação
Foto Principal - Notícia

Quem esteve no Flores Blues Jazz Festival no último final de semana foi abraçado pela música. O evento reuniu 2,1 mil pessoas ao longo de três dias no Parque da Vindima, em Flores da Cunha, contou com três palcos simultâneos, 17 bandas, dois grupos de dança e atrações nacionais e internacionais.

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Os shows foram distribuídos entre os palcos Look At Her, que concentrou as apresentações principais; Encruzilhada, voltado à cena regional; e Pôr do Sol, com repertórios acústicos e jam sessions. O tema desta edição, “Look At Her”, destacou a presença feminina na história do blues e do jazz.

Entre as atrações internacionais estiveram Alma Thomas, de Nova Iorque, que se apresentou com a Prado Brothers Band; JJ Thames, de Detroit, acompanhada da Raw Sugar Band; e Kasia Miernik, da Polônia, que encerrou a programação com o Cris Ferreira Trio.

A programação incluiu ainda seis workshows conduzidos por Ricardo Biga, com conversas e apresentações musicais dos convidados, além de jam sessions que promoveram encontros entre músicos. A feira criativa reuniu 13 expositores das áreas de música, moda, decoração e artes visuais.

A área gastronômica contou com sete fornecedores de bebidas, entre vinhos, espumantes, cervejas artesanais e café, além de opções de massas, hambúrgueres, pizzas, cachorro-quente e espetinhos. Nesta edição, o festival implantou a plataforma digital Zerofila para automatizar pagamentos e reduzir filas.

O evento também contou com apresentações do Grupo Cirandeiras, coletivo de mulheres negras de Caxias do Sul, e do Mescla – Estúdio de Artes, com performances inspiradas no protagonismo feminino.

Segundo o produtor do festival e presidente da Associação dos Produtores de Arte e Cultura de Flores da Cunha (Apac), Felipe Corso, a terceira edição consolidou o evento no calendário cultural da região. Ele destacou a diversidade da curadoria e a receptividade ao público como diferenciais.

"Eu fui abordado por pessoas de Flores da Cunha, Porto Alegre, Santa Catarina, e todas falaram a mesma coisa: vocês fizeram aqui algo que cria vínculo. A disposição dos palcos, a praça de alimentação, a curadoria com artistas locais, nacionais e internacionais. Mas o mais importante é a receptividade. O cuidado com cada pessoa. O respeito. Fizemos as pessoas se sentirem em casa, como se o festival fosse delas também. Esse é o legado: pertencimento e acolhimento", comentou Corso.

A equipe do festival reuniu 50 pessoas, com cerca de 80% de mulheres na produção, organização e operação. De acordo com a organização, hotéis da cidade registraram lotação durante o fim de semana, com visitantes da Serra, de Porto Alegre e de outros estados.

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