Recurso aplicado em Caxias do Sul integra avaliação neuropsicológica e outras estratégias
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07.09.2026 - 16h58min
O Setembro Amarelo, período dedicado à conscientização sobre saúde mental, também abre espaço para discutir novas tecnologias utilizadas no cuidado de pessoas com transtornos como ansiedade e depressão.
Dados do Ministério da Previdência Social apontam que o Brasil registrou, em 2025, o maior número de afastamentos do trabalho por transtornos mentais em uma década. Segundo os dados citados, os casos de ansiedade e depressão cresceram 15% e aparecem como o segundo principal motivo dos afastamentos.
Entre os recursos utilizados na prática clínica está a neuromodulação não invasiva, que busca influenciar, de forma controlada, a atividade do sistema nervoso. Em Caxias do Sul, a psicóloga e neuropsicóloga Roberta Sartori utiliza a técnica integrada à avaliação neuropsicológica, à neurociência aplicada e a outras estratégias de intervenção.
Os primeiros equipamentos foram incorporados à prática da profissional em 2024. Segundo Roberta, a neuromodulação não substitui a psicoterapia, mas pode atuar de forma complementar.
“Enquanto a psicoterapia trabalha principalmente pensamentos, emoções, comportamentos, relações e formas de enfrentamento, a neuromodulação busca favorecer a regulação de redes cerebrais e de processos fisiológicos relacionados”, explica.
Tratamento é individualizado
Antes de definir a intervenção, são considerados aspectos como histórico clínico, diagnósticos, tratamentos anteriores, uso de medicamentos, condições de saúde e impacto dos sintomas na rotina.
A profissional destaca que não existe um protocolo único para todos os pacientes. “Duas pessoas com depressão podem ter necessidades muito diferentes. A estratégia precisa ser individualizada”, afirma.
Entre os recursos utilizados estão estimulação transcraniana por corrente contínua (tDCS), fotobiomodulação, neurofeedback, HEG neurofeedback e biofeedback.
Na ansiedade, as estratégias podem buscar melhorar a autorregulação, o controle da atenção e reduzir a hiperativação. Na depressão, podem contribuir para aspectos como energia, motivação, atenção e interesse.
Roberta ressalta ainda que os resultados devem ser avaliados também a partir das mudanças na rotina, como retomar atividades, iniciar tarefas e lidar de maneira diferente com situações difíceis.
“A tecnologia pode favorecer determinados processos cerebrais, mas não modifica sozinha fatores familiares, sociais, comportamentais ou ambientais”, conclui.
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