Modelo é inspirado no Instituto Caldeira, de Porto Alegre
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05.05.2026 - 17h52min
A secretária de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Eventos de Porto Alegre, Susana Kakuta, propôs a criação de um ambiente de inovação na Serra gaúcha inspirado no modelo do Instituto Caldeira. A ideia foi apresentada durante reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul, realizada nesta segunda-feira (4), em Caxias do Sul.
Segundo a secretária, o chamado “Caldeira da Serra” teria como objetivo impulsionar a inovação, reter talentos e diversificar a economia regional. Ela destacou que a iniciativa depende da articulação entre setor público, empresas e universidades.
"A primeira regra é parceria entre o público, o privado e a academia. São áreas onde se definem prioridades setoriais e se constrói desenvolvimento de longo prazo", afirmou.
Kakuta afirmou que Caxias já possui base econômica consolidada, especialmente na indústria metalmecânica e no setor vitivinícola, mas precisa avançar na incorporação de novas tecnologias, como biotecnologia, automação e inteligência artificial.
Como exemplo, sugeriu a criação de roteiros tecnológicos ligados à vitivinicultura, com foco em inovação aplicada à produção e no desenvolvimento de novos produtos.
Na avaliação da secretária, o Diagnóstico RS 2025, que posiciona Caxias do Sul com "nota 7" na nova economia, reflete uma base econômica robusta e escala produtiva relevante, mas também mostra fragilidades em aspectos como retenção da classe criativa e conectividade.
Já Bento Gonçalves aparece com desempenho ligeiramente superior (7.6), impulsionado por maior valor agregado e qualidade de vida, embora enfrente limitações estruturais associadas ao porte e à logística.
"Bento vence em valor percebido. Caxias vence em escala bruta. O desafio de ambas é fundir essas virtudes", sintetizou Susana.
Outro ponto abordado foi a infraestrutura logística, considerada essencial para sustentar a competitividade regional. Susana alertou para a necessidade de ampliar a conectividade, não apenas para passageiros, mas principalmente para carga.
"Estou falando de conectividade para a indústria também, para que a produção possa sair com mais eficiência", disse, ao mencionar a importância de soluções integradas que reduzam a dependência de longos trajetos rodoviários.
A experiência de Porto Alegre foi citada como referência de transição econômica. A capital, historicamente industrial, passou por um processo de reconversão e hoje concentra cerca de 73% do Produto Interno Bruto no setor de serviços, com foco crescente em áreas como tecnologia da informação, saúde, automação e turismo especializado.
"Estamos preparando Porto Alegre para ser uma cidade de serviços mais especializados, apoiada na nova economia", explicou Susana.
Ao abrir o encontro, o presidente da CIC, Ubiratã Rezler, destacou a necessidade de acelerar a conversão do potencial econômico da cidade em inovação, com maior integração entre os setores.
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