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Cultura em Pauta

Quem é Eduardo Fazal, autor do livro que venceu o Prêmio Vivita Cartier 2026

Obra do carioca radicado em Farroupilha foi a premiada entre 30 inscritas

Jornalista - Gustavo Tamagno Martins

redacao@serraempauta.com.br

Secretaria da Cultura de Caxias do Sul/Divulgação
Foto Principal - Notícia

O escritor Eduardo Fazal é o vencedor do Prêmio Vivita Cartier 2026, de Caxias do Sul, com a obra “Enquanto Desaparecemos: narrativas breves”, publicada pela Editora Dromedário. A definição dos premiados ocorreu durante reunião da comissão examinadora na segunda-feira (15) e a premiação ocorreu nesta quinta-feira (18).

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A edição deste ano registrou recorde de inscrições, consolidando o crescimento do concurso literário. Ao todo, foram 94 inscrições, sendo 30 obras concorrendo ao Prêmio Vivita Cartier e 64 textos inéditos nas categorias conto, crônica e poesia.

Eduardo recebeu troféu, certificado e premiação em dinheiro no valor de 240 VRMs, correspondente a R$ 11.757,60 na cotação de 2026.

Ao comentar a conquista, Eduardo Fazal celebrou o reconhecimento. 

“Estou muito feliz em ser o vencedor de um prêmio tão importante quanto o Vivita Cartier”, afirmou o escritor, que atualmente trabalha na escrita de um romance.

Em seu discurso, o escritor refletiu sobre o processo criativo e os desafios da escrita.

"Escrever um livro certamente é algo recompensador, que regala ao autor e, de preferência, também ao leitor, momentos sinceros de alegria. Mas escrever é entrar num campo de batalha. É reconhecer que o processo criativo, por vezes, se dá de uma forma quase violenta. É reconhecer que as feridas e os hematomas ao longo do caminho não são apenas inevitáveis, mas fundamentais", afirmou.

Carioca de nascimento, Fazal atualmente reside em Farroupilha, na Serra Gaúcha. Formado em Cinema, o autor construiu uma trajetória marcada por viagens pelo mundo “de mochila nas costas” e também pela intensa relação com a literatura. Antes de se estabelecer no Rio Grande do Sul, viveu em João Pessoa, na Paraíba, onde integrou o Clube do Conto da Paraíba.

Sua estreia literária ocorreu com “Eu, ela, a criança”, livro de contos. Depois, publicou “A vertigem da folha”, dedicado aos haicais.

A obra premiada reúne narrativas breves que exploram o estranhamento, o silêncio e os limites da linguagem. Publicado pela Editora Dromedário, da Paraíba, o livro possui 117 páginas, capa assinada por Luyse Costa e propõe ao leitor uma experiência literária marcada pela concisão e pela atmosfera poética.

Conforme a avaliação crítica presente na divulgação da obra, Fazal “trabalha no limite da ficção curtíssima”, criando textos que funcionam como “armadilhas de atmosfera”, capazes de deslocar o leitor em poucos parágrafos. 

A publicação também recebeu elogios do escritor José Francisco Botelho, que define o autor como “originalíssimo” e destaca sua capacidade de esculpir “palavras que intrigam e ressoam o mistério da ficção”.

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