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Relevância não é alcance: por que, na economia da atenção, o que fica vale mais do que o que viraliza

Ricardo Dini , CEO da Dinâmica Conteúdo

Jornalista - Redação

redacao@serraempauta.com.br

Milena Ortigara/Divulgação
Foto Principal - Notícia

Hoje, quase tudo disputa nossa atenção. As marcas, as pessoas, as ideias... e, no meio desse ruído, uma pergunta me parece cada vez mais necessária: o que, de fato, é ser relevante?

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Durante muito tempo, fomos levados a associar relevância àquilo que viraliza, cresce rápido, ocupa muitos espaços ao mesmo tempo. Mas isso explica apenas a visibilidade, não a relevância. Porque nem tudo o que repercute importa, e nem tudo o que importa repercute na mesma velocidade.

Num mundo em que discursos vazios frequentemente recebem mais aplauso do que pensamentos consistentes, vale lembrar que relevância não é o barulho que algo faz ao chegar, mas a permanência do que fica depois que o burburinho passa. Ela não está, necessariamente, na quantidade de olhos que observam, e sim na profundidade com que algo toca, transforma ou esclarece as pessoas.

Ser relevante tem menos relação com ser lembrado por todos e mais com ser necessário para alguém. Tem menos a ver com performance e mais com verdade. Na comunicação, isso é ainda mais importante. Porque comunicar não deveria ser apenas ocupar espaço. Deveria ser atribuir sentido.

Ajudar marcas e pessoas a compreenderem o que realmente merecem dizer, e por quê. Relevância, no fim, talvez seja quando o que dizemos encontra coerência no que fazemos, e quando o que construímos continua fazendo sentido, mesmo depois que o algoritmo muda de direção.

Que a gente não confunda popularidade com valor. E que, em tempos de excesso, tenhamos discernimento para seguir escolhendo profundidade, responsabilidade e presença real.

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