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Recurso público

Sindiserv aponta custo R$ 29,5 milhões maior com terceirização da UPA Central

Sindicato defende retomada da gestão pública das UPAs de Caxias do Sul e questiona economia do modelo terceirizado

Jornalista - Redação

redacao@serraempauta.com.br

Gabriel Lain/Divulgação
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Representantes do Sindicato dos Servidores Municipais de Caxias do Sul (Sindiserv) defenderam a retomada da gestão pública das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) durante audiência pública realizada na segunda-feira (15), na Câmara de Vereadores.

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Durante o encontro, promovido pela Comissão de Saúde do Legislativo, a presidente do Sindiserv, Silvana Piroli, apresentou dados sobre os custos do modelo terceirizado da UPA Central. Segundo ela, a terceirização representa um gasto R$ 29,5 milhões maior aos cofres públicos em comparação com a administração direta.

Conforme a dirigente sindical, a gestão feita pelo Município possibilitaria melhores condições de trabalho aos profissionais da saúde, fortaleceria os vínculos com os servidores e permitiria a construção de políticas permanentes de valorização dos trabalhadores.

Na audiência, Silvana questionou se a terceirização atingiu os objetivos inicialmente apresentados, como redução de despesas e maior eficiência no atendimento. Segundo ela, além do contrato com a empresa responsável pela operação da unidade, o Município manteve os servidores efetivos na folha de pagamento, realocados para outros serviços da rede pública.

"Não existe economia inteligente quando se reduz uma despesa anual de aproximadamente R$ 8,9 milhões e, em contrapartida, se assume um compromisso superior a R$ 38,4 milhões por ano", afirmou.

De acordo com a presidente do Sindiserv, a principal redução de custos com a mudança de modelo ocorreu devido à retirada do adicional pago aos servidores que atuavam na urgência e emergência. Ela afirma que, com a atualização dos valores desde 2018, essa economia representaria cerca de R$ 8,8 milhões por ano.

Ainda conforme os dados apresentados pelo Sindicato, o contrato anual da UPA Central chega a aproximadamente R$ 38,4 milhões, resultando em uma diferença de R$ 29,5 milhões.

Silvana também afirmou que os servidores que atuavam na antiga estrutura permaneceram vinculados ao Município e foram redistribuídos principalmente para Unidades Básicas de Saúde (UBSs), mantendo suas funções na rede pública.

Para o Sindicato, a discussão sobre o modelo de gestão das UPAs deve considerar os custos, os indicadores de atendimento e o impacto para os usuários do sistema de saúde.

"Não há economia quando os servidores permanecem na folha de pagamento e novos contratos milionários são incorporados ao orçamento. A verdadeira responsabilidade com os recursos públicos exige que a municipalização das UPAs seja analisada sem preconceitos ideológicos e com base naquilo que realmente importa: os números, a qualidade do atendimento e o interesse da população", destacou Silvana.

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