Silvana Piroli, presidente do Sindiserv
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26.03.2026 - 07h53min
Maria tem pressa de garantir a proteção da jornada sem redução de salário. Ana deseja acordar sem se deparar com notícias de violência contra mulheres simplesmente por serem mulheres. Lia quer mais tempo para estudar e construir seu futuro. Renata luta para que a lei de salário igual para trabalho igual seja, de fato, cumprida. Já Glória anseia por uma aposentadoria digna, sem perdas ou confisco.
Embora suas demandas sejam diversas, todas essas mulheres compartilham um mesmo sentimento: a urgência. A pressa não é apenas individual, mas coletiva. Ela reflete uma realidade em que direitos básicos ainda precisam ser reafirmados diariamente, e em que a igualdade ainda está em construção.
Em comum, elas desejam um lugar seguro para viver, a possibilidade de desfrutar momentos simples, como um dia tranquilo para passear, e a concretização de sonhos coletivos pautados na igualdade, no respeito e na ausência de preconceitos. Querem justiça, não apenas como conceito, mas como prática cotidiana.
Acredito que essa pressa é também um chamado. Um convite para que mais pessoas se reconheçam nessas histórias e se somem à construção de uma sociedade mais justa. Erguer a cabeça, avançar e enfrentar desafios não é apenas uma escolha, mas uma necessidade em tempos de cólera.
No fim, o que move muitas mulheres é o direito de viver plenamente. E, diante disso, a pressa se justifica: há urgência em ser feliz.
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