Estudo ocorre no km 6 da RS-446, em Carlos Barbosa, trecho com recorrência de neblina e baixa visibilidade
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16.02.2026 - 17h06min
A durabilidade e a eficiência da pintura das faixas no asfalto são alvo de um estudo técnico conduzido pela CSG na Serra Gaúcha. A iniciativa busca avaliar a qualidade da sinalização horizontal, especialmente em condições de baixa visibilidade, como à noite e sob chuva.
Para isso, a concessionária implantou uma pista-teste na RS-446, no km 6, em Carlos Barbosa. No local, estão sendo comparados diferentes tipos de tintas em condições reais de tráfego. Segundo a empresa, o estudo não vai interferir no fluxo de veículos.
O experimento consiste na aplicação de três formulações distintas — Tinta Tricomponente (plástico a frio), Acquaplast® e Acquaplastic EPX — em faixas transversais instaladas próximas ao ponto do pedágio eletrônico free flow. Durante oito meses, serão realizadas medições quinzenais para acompanhar o desgaste do material.
O principal indicador analisado é a retrorrefletividade, termo técnico que define a capacidade da sinalização refletir a luz dos faróis de volta ao motorista. Em termos práticos, quanto maior esse índice, mais brilhante e visível é a faixa à noite. Esse efeito depende do sistema tinta–microesfera, pequenas esferas de vidro incorporadas à pintura que funcionam como microespelhos, devolvendo a luz na direção de quem conduz o veículo.
A perda de desempenho reduz a distância de visualização das faixas e o tempo de reação do condutor, fatores diretamente ligados ao risco de acidentes. Além de medir o brilho da pintura, o estudo cruza informações de volume de tráfego e de precipitação para entender como o fluxo intenso de veículos e as condições climáticas aceleram a degradação.
A proposta é gerar dados que auxiliem no planejamento da manutenção preventiva, priorizando pontos críticos e ampliando a eficiência dos investimentos.
"Para quem trafega, o impacto é direto: sinalização mais visível significa maior antecedência para identificar limites de pista e orientações viárias, especialmente em trechos sujeitos à neblina e baixa luminosidade", explica o diretor-presidente da CSG, Ricardo Peres.
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