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Cultura em Pauta

Jovem caxiense transforma perda visual em livro best-seller na Amazon

Rafael de Andrade Branco produziu a obra “Escrevendo no Escuro” em conjunto com sua mãe, Fabiana Vargas de Andrade

Jornalista - Gustavo Tamagno Martins

redacao@serraempauta.com.br

Juliano Vicenzi/Divulgação
Foto Principal - Notícia

Livro aborda inclusão, fé e superação por meio da literatura

O que começou como uma forma de enfrentar a perda da visão acabou se transformando em literatura, conscientização e inspiração. Aos 17 anos, o jovem caxiense Rafael de Andrade Branco viu sua história ganhar repercussão nacional após o livro “Escrevendo no Escuro” alcançar o status de best-seller na Amazon em diferentes categorias, entre elas Casos Verdadeiros, Transformação Pessoal e Mente, Corpo e Espírito.

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Natural de Caxias do Sul, Rafael começou a perder a visão de forma repentina aos 14 anos. A partir daquele momento, a rotina típica da adolescência passou a ser marcada por exames, internações, adaptações e pela necessidade de aprender a lidar com a deficiência visual grave.

Durante esse processo, encontrou na escrita uma maneira de expressar emoções, medos e reflexões sobre a nova realidade. Os textos, inicialmente produzidos como desabafos pessoais, deram origem ao livro autobiográfico, que aborda temas como deficiência visual, juventude, inclusão, fé e adaptação emocional.

A construção do livro aconteceu em conjunto com sua mãe, Fabiana Vargas de Andrade, que acompanhou de perto toda a trajetória do filho. Juntos, transformaram experiências difíceis em um projeto literário voltado à conscientização social e ao incentivo à inclusão.

Além da literatura, Rafael também se destaca no esporte. Atualmente, integra o grupo de atletas da natação paralímpica do Recreio da Juventude, conciliando os treinamentos com a vida acadêmica e cultural. O jovem ainda participa da Academia de Letras Machado de Assis, ocupando a cadeira 28, e do Clube Infanto Juvenil Érico Veríssimo, em Porto Alegre.

Com a repercussão da obra no ambiente digital, a família agora organiza o lançamento da versão física do livro e pretende ampliar o projeto por meio de ações culturais em escolas, rodas de conversa e iniciativas ligadas à literatura inclusiva e à acessibilidade.

Conforme Rafael, a proposta de “Escrevendo no Escuro” vai além de contar uma história pessoal. O objetivo é mostrar que a deficiência não limita sonhos, talentos ou possibilidades de transformação através da arte e da literatura.

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