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Cultura em Pauta

Sala de Exposições do Ordovás, em Caxias, abre mostra de curadoria coletiva

"Entrelaçar Memórias, Confluências e Renascimentos" reúne 24 obras do AMARP

Jornalista - Gustavo Tamagno Martins

redacao@serraempauta.com.br

Divulgação
Foto Principal - Notícia

Obra 'Negro Com Melancia' de Heitor Pilla Celli

A partir desta sexta-feira (30) será possível conferir 24 obras do Acervo Municipal de Artes Plásticas (AMARP), da Secretaria da Cultura de Caxias do Sul, selecionadas pelos Agentes de ERER da cidade.

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A abertura da exposição ocorre às 18h30, na Sala de Exposições do Centro de Cultura Ordovás, com uma breve explanação sobre o processo curatorial, que envolveu mais de 200 profissionais das áreas da cultura e da educação.

A exposição conta com obras de Antônio Carlos Lorenzett (Chimia), Armando Almeida, Coletivo UN (Marina Rombaldi, Nicole Martinato e Nilton Dondé), Eduardo Cruz, Elyr Ramos, Rodrigues, Enio Squeff, Greice De Barba, Heitor Pilla Celli, Helia Scheppa, Jair Dias, Jonas Felipe Machado, Juventino Dal Bó, Mara Beatriz Caruso, Nelly Zatti Juchen, Ousmane Mathurin Ndiaye, Pepe Pessoa, Rodrigo Onzi, Tadeu Vilani, Thiago Quadros, Vagner Espeiorin, Vasco Prado e Viviane Pasqual.

A ideia de produzir a curadoria de uma exposição surge no contexto de um dos encontros do Grupo de Estudos ERER da RME de Caxias do Sul, como uma possibilidade de colocar em evidência a produção de artistas negros e indígenas, ou de obras que dialogam com tais existências, e que fazem parte do acervo presente no AMARP.

A questão suleadora foi organizada da seguinte forma: quais são os diálogos possíveis entre essas existências e o acervo guardado pelo município de Caxias do Sul?

Após as visitas aos espaços do AMARP, foram compostas possibilidades junto aos Agentes de ERER. Suas perspectivas foram expressas por meio de palavras que traduzem suas intencionalidades. Dessa forma, temos um conjunto de palavras potentes, sensíveis e políticas, que servem como eixo para essa curadoria artística, cultural e educativa.

Produzir sentidos por meio da construção de subjetividades que permitam outras fotografias sociais, que escapem das narrativas únicas e promovam acolhimento.

As palavras selecionadas evocam origens e memórias, compostas na curadoria pelas histórias não contadas, pelas oralidades sem registros e por imagens e objetos que narram a trajetória de grupos ou indivíduos, suas raízes e seu legado.

É possível pensar nos atravessamentos nos e dos corpos, em suas identidades e representações, e refletir sobre os espaços, ou a ausência deles, para expressões que questionam estereótipos, celebram identidades plurais e propõem novos olhares sobre o eu e o outro.

A partir desses processos, ressignificar por meio de transformações possíveis e desejadas, construindo subjetividades que abordem superação e cura, que coloquem no espelho, sem véus, saberes populares e científicos, transformação social e pessoal.

Este é um encontro possível que fomenta responsabilidades coletivas, buscando confluências e entrelaçamentos, no desejo de articulações comunitárias, redes de afeto, ações coletivas, ecologia comunitária, justiça social e colaboração entre culturas.

A exposição conta com audiodescrição das obras e da expografia, além da apresentação da conceitual e da pesquisa em LIBRAS, disponíveis em televisores acessíveis na entrada do espaço expositivo. 

A mostra tem classificação livre e pode ser visitada até o dia 1º de março, nos seguintes horários: segundas-feiras, das 9h às 16h; terças a sextas-feiras, das 9h às 22h; sábados, domingos e feriados, das 14h às 22h. 

No período de carnaval, não haverá visitação entre os dias 15 e 17 de fevereiro, com retorno a partir do meio-dia da Quarta-feira de Cinzas, em 18 de fevereiro.

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