Mostra reúne desenho, arte têxtil, projeções, escrita e sonoridade em experiência sensorial e acessível
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01.06.2026 - 10h59min
A artista Natalia Bianchi apresenta a exposição “Cartografia em Baixa Luz: o que vibra sob a pele do mundo”, mostra que reúne desenho, arte têxtil, projeção de imagens, escrita e sonoridade em uma investigação poética e imersiva sobre percepção, existência, corpo e permanência. A abertura será nesta terça-feira (2), na Galeria de Arte Gerd Bornheim, em Caxias do Sul.
Com curadoria de Alessandra Baldissarelli, a exposição propõe um percurso de baixa luminosidade e aproximação sensorial, no qual linha, matéria, som e espacialidade reorganizam a experiência do visitante.
Compõem a exposição desenhos realizados sobre papel preto, atravessados por intervenções têxteis e pela expansão do gesto gráfico para o espaço.
Entre os trabalhos apresentados, destaca-se um desenho de aproximadamente 10 metros de extensão, no qual linha, matéria e repetição constroem uma experiência imersiva e sensorial.
A mostra reúne ainda objetos têxteis, projeções de imagens da artista durante o processo de produção das obras e um texto imersivo que atravessa o espaço expositivo como desdobramento da pesquisa desenvolvida pela artista.
A partir de sua experiência como pessoa com baixa visão, acromatopsia e fotofobia, Natalia Bianchi desenvolve uma investigação sobre contraste, escuridão, vibração e presença. Em seus trabalhos, o preto deixa de ser ausência para tornar-se campo ativo, território onde cor, textura e luminosidade emergem como acontecimento e resistência poética.
“A escuridão não é ausência, mas campo fértil. Não crio esse universo como fuga da realidade, mas como acesso a uma outra camada dela, uma camada que insiste em vibrar sob a pele do mundo”, expressa a artista.
Pensada também a partir da acessibilidade, toda a exposição contará com recursos voltados a pessoas com deficiência visual. As obras e o espaço expositivo terão audiodescrição acessível por meio de QR Codes distribuídos ao longo da mostra, ampliando as possibilidades de fruição e experiência do público.
“O que a artista nos oferece é um campo a ser habitado, uma cartografia sensível que se constrói em baixa luz, onde o ver deixa de ser um ato imediato e passa a exigir aproximação, demora e implicação do corpo. Seus desenhos e esculturas não nos retiram do mundo; ao contrário, nos devolvem a ele com outros modos de sentir”, pontua a artista-curadora Alessandra Baldissarelli.
Além de Natalia e Alessandra, a mostra conta ainda com Tatieli Sperry na fotografia e iluminação, Glenda Lida Stigmamiglio na audiodescrição e Benhur Lima na trilha sonora original.
A visitação segue até o dia 26 de junho. De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h e nos sábados, das 10h às 16h. A entrada é gratuita.
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