A comemoração de 11 anos terá desfile literário, música, exposição, gastronomia e brechó solidário
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19.08.2026 - 08h47min
Comemorar 11 anos de trajetória também é uma oportunidade para olhar para tudo o que foi construído ao longo do caminho. É com esse espírito que o Instituto Flávio Luis Ferrarini promove, neste sábado (22), uma tarde de cultura e convivência aberta à comunidade. A programação começa às 14h, na Família Pagno, no Travessão Rondelli, em Flores da Cunha, com entrada gratuita.
Expoente da literatura da Serra Gaúcha, Flávio Luis Ferrarini construiu uma produção marcada por diferentes gêneros e linguagens.
Poeta, cronista, contista, autor de narrativas infantojuvenis e publicitário, deixou uma obra que permanece como referência para leitores e iniciativas culturais da região. Ferrarini morreu em junho de 2015, vítima de um acidente de trânsito.
Entre as atrações, o destaque será um desfile literário inspirado em 26 obras de Flávio Ferrarini. Escolas e entidades participantes prepararam apresentações que combinam literatura, dança, música, teatro e artes visuais para levar as histórias do escritor para além das páginas.
“Cada grupo encontrou uma maneira própria de interpretar e representar uma obra. Existe muito trabalho, criatividade e carinho por trás de cada performance, de cada detalhe. O que queremos é que a literatura possa ser sentida de uma maneira diferente”, explica Madeleine Ferrarini Dallemolle, idealizadora do projeto e irmã de Flávio.
A iniciativa também busca ampliar o olhar do público sobre a produção de Ferrarini, cuja obra “O Menino da Terra do Sol” acabou se tornando a mais conhecida.
Para o Instituto, o desfile é uma forma de apresentar outras histórias e, ao mesmo tempo, reafirmar que a instituição não se limita à preservação da memória do escritor.
“Foi a partir da obra dele que tudo isso começou, mas nós não queremos ficar restritos à literatura dele. Queremos mostrar, por meio do trabalho que ele deixou, o quanto a literatura é capaz de abrir caminhos. Somos admiradores da boa literatura, de toda forma de expressão que consiga tocar as pessoas”, afirma Nair Piccoli Curra, voluntária do Instituto.
A escolha do formato de desfile também está relacionada à própria concepção de cultura defendida pelas organizadoras. Literatura, memória e arte, segundo elas, precisam circular e encontrar novos públicos para permanecerem vivas.
Além do desfile literário, a programação contará com música ao vivo de Maicon e Pontel, exposição artística do Ateliê Bonjour, apresentação de dança com Isís e Sofia e com a LeVie Escola de Dança, espaço ao ar livre para piquenique e brechó solidário. A Família Pagno também ficará responsável pela oferta de comidas e bebidas.
A renda obtida com as atividades será destinada à manutenção das iniciativas culturais desenvolvidas pelo Instituto.
Ao longo dessa trajetória, o Instituto passou a defender uma compreensão mais ampla da cultura, capaz de reunir diferentes linguagens e estimular a participação. A proposta é mostrar que a criação artística também pode ser uma ferramenta de aproximação e transformação.
O futuro do Instituto, segundo as voluntárias, está justamente na continuidade desse movimento. A intenção é manter vivo o legado construído, mas permitir que ele seja apropriado por diferentes pessoas e ganhe novos significados.
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