Primeira visita do jornalista e escritor Gustavo Tamagno Martins ao evento foi marcada por encontros, reencontros e descobertas
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13.09.2026 - 10h35min
"Depois dizem que o brasileiro não lê", me comentou um autor do Pará que conheci durante a visita ao estande de uma das editoras, na Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Ele se referia à multidão que passava pelo evento e pelas grandes filas que se formavam. A Bienal é justamente esse encontro, não somente do leitor com o livro, mas do leitor com quem escreve, com quem edita, com quem produz, com quem também lê, e claro, com as obras.
A Bienal do Livro deste ano foi a primeira que tive a honrosa oportunidade de participar e posso afirmar: mais um dos meus sonhos sendo realizados. Encontros com alguns autores e livros, reencontros com outros. Uma aproximação cada vez mais necessária.
É verdade que a Bienal é uma maratona. Não dá para ver tudo em uma única ida, como foi no meu caso. Mas possibilita essa proximidade e experiências.
"Vem cá conhecer meu livro", convidou um dos autores. Resultado: a obra dele já está voltando pra Serra junto comigo.
Foi esse mesmo convite que fiz para a Fátima Bernardes, grande referência no jornalismo, que dispensa mais apresentações. Com o meu livro, "Ansiosos, dirijam-se a este guichê", em mãos atendeu prontamente para a foto (que ilustra esse texto logo acima). Foi uma espécie de "Fátima, vem conhecer o meu livro".
Ela participou de um painel com a própria filha, Bia Bonemer, e com o psicólogo e escritor Alexandre Coimbra Amaral. A temática foi inspirada no lançamento de Alexandre, previsto para janeiro de 2027, com o título "Enquanto houver vida".
A conversa foi justamente sobre as transformações que nos fazem humanos. Essas mudanças internas e externas pelas quais precisamos passar, tal qual como a metamorfose da lagarta em borboleta. Decisões, escolhas, renúncias, frustrações... um "festival de emoções", como diz o slogan da Bienal deste ano.
Aliás, esta 28ª edição é a maior da história, ocupando 86 mil metros quadrados, com mais de 260 expositores e com uma estimativa de receber mais de 700 mil visitantes até este domingo (13), data em que finaliza.
E além de aprender, com bate-papos com esse que assisti, a Bienal também oportuniza que possamos conhecer novas editoras, novos autores e vivenciar novas experiências.
Depois da Bienal, levo na bagagem muito mais do que livros: muitas histórias, ideias e novas maneiras de enxergar o mundo.
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