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Filme de Caxias do Sul é premiado no Festival de Cinema de Gramado

Gaby Buffon ganhou o troféu de Melhor Atriz por “Elisete tem que casar!”

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Jornalista - Gustavo Tamagno Martins

redacao@serraempauta.com.br

Edison Vara/Ag.Pressphoto/Divulgação
Edison Vara/Ag.Pressphoto/Divulgação

O troféu de Gaby Buffon foi entregue pela atriz Gabriela Loran

O cinema produzido em Caxias do Sul ganhou destaque no 54º Festival de Cinema de Gramado. Em sua estreia como cineasta e participando pela primeira vez de uma competição cinematográfica, a estudante de Produção Audiovisual da Universidade de Caxias do Sul (UCS) Gabriela Buffon conquistou o troféu de Melhor Atriz pelo curta-metragem “Elisete tem que casar!”. A premiação ocorreu no domingo (16), no Palácio dos Festivais.

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Selecionado para a Mostra de Curtas Gaúchos, o filme concorreu com outras 17 produções em 12 categorias, entre elas Melhor Filme, Direção, Roteiro e Montagem.

Além de atuar, Gaby, como é conhecida, também assina a direção e o roteiro da obra, reunindo diferentes funções em seu primeiro trabalho audiovisual.

Desde a infância, a estudante cultiva o interesse pela escrita e pelo humor. O olhar observador, segundo ela, foi fundamental para transformar essas características em uma produção cinematográfica. O reconhecimento recebido em Gramado reforça a confiança para seguir desenvolvendo novos projetos.

“Foi uma oportunidade que agarrei com as duas mãos e tive a sorte de ter ajuda de uma equipe e elenco incríveis, o apoio da família, amigos, comunidade e professores. Nada se faz sozinha, principalmente no cinema”, destaca Gaby.

Uma história inspirada na família

Com 20 minutos de duração, “Elisete tem que casar!” acompanha uma personagem inspirada em uma tia da própria diretora. Ambientada na Serra Gaúcha dos anos 1950, a narrativa apresenta uma mulher que decide ingressar em um convento como forma de escapar de um casamento arranjado, mas encontra naquele espaço regras tão rígidas quanto aquelas das quais tentava fugir.

A personagem-título nasceu da inspiração na rebeldia e na coragem da familiar de Gaby e também representa, para a equipe, uma forma de dar visibilidade a histórias femininas silenciadas pelo tempo.

“A personagem é um exemplo de força, que homenageia todas as mulheres de diversas formas e não somente ela, como outras personagens femininas do curta-metragem, dando voz a um passado silenciado pelo tempo”, afirma.

Para a estudante, que está no último semestre da graduação, a premiação também abre novas possibilidades. Entre os projetos está a ideia de desenvolver um roteiro para um longa-metragem baseado na história de Elisete.

“Cinema independente é uma jornada difícil, mas possível por meio da união de uma linda equipe que queria, em conjunto, contar essa história. Não fazemos filmes para ganhar prêmios. O reconhecimento comprova o quanto é importante investir em cultura”, ressalta.

O curta será exibido no 3º Festival Universitário de Cinema de Caxias do Sul, marcado para 24 de outubro, no UCS Cinema. A equipe também pretende inscrever a produção em outros festivais.

A produção é assinada por Julia Zamboni, que integra a equipe ao lado de Gaby e dos demais profissionais envolvidos no projeto.

Gramado como inspiração

Outro trabalho produzido por estudantes do curso de Produção Audiovisual da UCS também esteve entre os destaques da programação do Festival de Cinema de Gramado. “Ervilhas” participou da Mostra de Filmes Universitários do projeto Educavídeo, que abriu a programação do evento nos dias 12 e 13 de agosto, concorrendo em 11 categorias.

Com seis minutos de duração e filmado em Garibaldi, o curta foi realizado por Catherine Pedroni, Angela Michelon, Germano Raimann, Tiago Garda, Nicole da Silva e Luca de Campos. Catherine é responsável pelo roteiro e pela direção.

Embora a produção não tenha conquistado troféus, a participação foi encarada pela equipe como uma oportunidade de aprendizado, troca de experiências e aproximação com outros jovens realizadores.

“Aprendemos a ter orgulho de nós mesmos e de nossas produções, confiar no próprio trabalho e nunca deixar de tentar”, afirma Catherine.

Para a estudante, participar de festivais representa uma experiência que vai além da possibilidade de receber uma premiação. O contato com outros realizadores permite compartilhar conhecimentos e fortalecer vínculos entre pessoas que têm em comum o interesse pelo cinema e pela cultura.

De volta a Caxias do Sul, os jovens cineastas já concentram as atenções no 3º Festival Universitário de Cinema, promovido pelo Diretório Acadêmico do curso de Produção Audiovisual da UCS, presidido por Catherine. Ao mesmo tempo, novos projetos começam a ser discutidos.

“Voltamos muito inspirados do Festival de Gramado, mas ainda estamos decidindo quem vai se arriscar em que, desta vez! Tudo pela descoberta de novas paixões”, revela.

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