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Infraestrutura

Corede Serra mapeia demandas rodoviárias de 32 municípios

Pesquisa vai orientar prioridades para melhorias nas estradas e articulação por recursos estaduais e federais

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Fonte Normal
Jornalista - Redação

redacao@serraempauta.com.br

Alessandro Manzoni/Divulgação
Presidente do Corede Serra, Monica Mattia, posa diante de um painel com o mapa dos municípios da região e a identificação do Conselho Regional de Desenvolvimento da Serra. Ela veste blusa verde e colar com pingente decorativo.

O Conselho Regional de Desenvolvimento da Serra (Corede Serra) iniciou uma pesquisa para identificar as principais necessidades de infraestrutura rodoviária dos 32 municípios que integram a região. O levantamento busca reunir informações para elaborar uma carteira de projetos prioritários e orientar a busca por recursos e melhorias nas estradas.

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A iniciativa faz parte do Plano Regional de Infraestrutura Rodoviária do Corede Serra e prevê a participação dos municípios na identificação de demandas em rodovias regionais, estradas municipais e ligações intermunicipais. A proposta é articular os encaminhamentos com deputados federais e estaduais, a Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne) e outras entidades regionais.

Segundo a presidente do Corede Serra, Monica Mattia, a infraestrutura rodoviária tem impacto direto na competitividade das empresas e no desenvolvimento do turismo.

“Com esse levantamento, estamos construindo um passo importante para planejar o futuro da Serra de forma integrada, atendendo às necessidades dos municípios”, afirma.

Resultados serão apresentados em dezembro

O prazo para devolução dos questionários termina nesta segunda-feira (26). Após essa etapa, o Corede Serra vai consolidar os dados e preparar uma nova fase do projeto.

Em dezembro, em data ainda a ser definida, será realizado um encontro com os prefeitos dos 32 municípios para classificar as demandas. A priorização seguirá critérios técnicos relacionados à mobilidade, logística, segurança viária, desenvolvimento econômico e integração territorial.

Depois da análise, os resultados serão apresentados à sociedade. O Corede Serra também entregará cópias do levantamento aos prefeitos, deputados e demais entidades regionais. Os vice-presidentes do conselho serão responsáveis por liderar os encaminhamentos do plano em articulação com os municípios e os demais envolvidos.

Enchentes ampliaram pressão sobre as estradas

Os danos provocados pelos eventos climáticos extremos de maio de 2024 agravaram os desafios de infraestrutura na Serra. Um dos principais pontos críticos foi a BR-470, entre Bento Gonçalves e Veranópolis, importante ligação entre as regiões Norte e Sul da Serra.

Durante as obras na rodovia, parte do tráfego foi direcionada para outras estradas, que passaram a receber um volume de veículos superior ao inicialmente previsto. O cenário ampliou a necessidade de melhorias em diferentes trechos da malha regional.

Atualmente, algumas obras de grande porte estão em andamento em rodovias concedidas à Caminhos da Serra Gaúcha (CSG). Entre elas estão a duplicação da RS-453, entre Garibaldi e Farroupilha, e as intervenções na RS-122, no Contorno Norte de Caxias do Sul.

Os investimentos previstos nesses trechos superam R$ 610 milhões. Conforme a concessionária, as duas rodovias recebem, juntas, mais de 36 mil veículos por dia.

Já o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) dispõe de R$ 150 milhões de orçamento próprio para atender à malha rodoviária de todo o Rio Grande do Sul. O valor é considerado insuficiente para suprir as necessidades de infraestrutura do Estado.

Os recursos federais destinados à recuperação dos danos causados pelas enchentes de 2024 também têm permitido a reconstrução de conexões rodoviárias e contribuído para a revisão das prioridades regionais.

Pesquisa aponta problemas nas rodovias gaúchas

As dificuldades de infraestrutura não se restringem à Serra. De acordo com a Pesquisa CNT de Rodovias de 2025, mais de 74% da malha estadual e federal do Rio Grande do Sul foi classificada como regular, ruim ou péssima.

O levantamento da Confederação Nacional do Transporte também apontou que as condições das estradas elevam em aproximadamente 37% o custo operacional do transporte rodoviário de cargas.

Nesse contexto, o Corede Serra busca consolidar um diagnóstico regional que permita definir prioridades e fortalecer a articulação entre municípios e representantes políticos para viabilizar melhorias na infraestrutura rodoviária.

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